Móveis de Valor - Edição 256

66 moveisdevalor.com.br Oportunidades regionais fortalecem exportações O móvel brasileiro encontrou seu espaço no comércio internacional, mas está longe de um salto estrutural: a indústria cresceu em quantidade, mas não mudou de patamar de qualidade e de eficiência. Outra característica é o forte laço de dependência dos Estados Unidos como principal destino, concentrando em média cerca de 28% de tudo que o Brasil vende no exterior, enquanto na outra ponta acompanha à distância China e Vietnã inundarem o mundo em uma disputa baseada menos em custo e cada vez mais em escala, logística e integração comercial. “Ganhamos espaço no mundo, mas precisamos continuar evoluindo para competir”, encoraja Marcos Lélis, professor de Economia da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos, RS). Citando dados do UN Comtrade, organismo da ONU, referência mundial em estatísticas oficiais de exportações e importações, ele mostra que entre 2010 e 2024 o Brasil avançou três casas no ranking mundial das exportações: da 29ª para 26ª posição, um ritmo médio anual de 0,1%. No mesmo intervalo, o furacão China cresceu 3,7% ao ano, mas o caso da Turquia, que em 2010 era o 23º maior exportador mundial e agora o 7º, é ainda mais emblemático. Um corredor de oportunidades imediatas é a América do Sul, que passou a ocupar o centro da estratégia exportadora do Brasil. O caso do Uruguai é outro fenômeno. O país se consolida como uma das principais portas de entrada do móvel brasileiro pela proximidade, pela redução de riscos, logística simplificada e que permite respostas rápidas ao mercado. Em 2010, era o 6º mercado do Brasil, cresceu ao ritmo médio de 7,2% ao ano e nos últimos dois anos (2024-2025) é dono da segunda posição. MERCADO Por Guilherme Arruda, jornalista convidado URUGUAI CONSOLIDA-SE COMO PORTA ESTRATÉGICA COM LOGÍSTICA SIMPLIFICADA, E CHILE VALORIZA MÓVEIS DIFERENCIADOS; AMBOS COM CRESCIMENTO CONSISTENTE AMPLIAM OPORTUNIDADES MÉXICO EXIGE ADAPTAÇÃO CULTURAL E LOGÍSTICA, MAS GARANTE EXPANSÃO APÓS ENTRADA; COSTA RICA, GUATEMALA E PORTO RICO FORMAM EIXO EMERGENTE MENOS SATURADO AO MERCADO INTERNACIONAL

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