Móveis de Valor - Edição 256

70 moveisdevalor.com.br Polo catarinense acelera busca por novos mercados Mesmo com a revisão das tarifas por prazo determinado, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos continua provocando reflexos profundos no polo moveleiro de São Bento do Sul, um dos principais centros exportadores de móveis do país. Após anos de forte dependência do mercado norteamericano, indústrias da região enfrentam queda nas vendas, redução dos pedidos e um cenário marcado pela insegurança comercial. Dados do Observatório Fiesc mostram que as exportações de madeira e móveis do polo, que engloba também Rio Negrinho e Campo Alegre, caíram 12% em 2025, passando de US$ 211,8 milhões em 2024 para US$ 186,3 milhões no ano passado. O mercado norte-americano, principal destino da produção regional, teve queda ainda mais expressiva, de 24%, recuando de US$ 132,8 milhões para US$ 100,7 milhões. No segmento de móveis, as exportações somaram US$ 112,2 milhões em 2025, retração de 8% em relação ao ano anterior, sendo 13% apenas nas vendas aos Estados Unidos, segundo o Observatório da Fiesc. Apesar da desaceleração, o polo segue fortemente dependente do mercado americano, responsável por 60% das exportações moveleiras em 2025, ante 62% no ano anterior. A atividade tem peso relevante na economia catarinense, e São Bento do Sul concentra 46,7% das exportações estaduais de móveis e quase metade dos embarques do município. MERCADO QUEDA NAS VENDAS AOS EUA PRESSIONA INDÚSTRIA A PROSPECTAR NOVOS DESTINOS COMERCIAIS PARA ESCOAR SUA PRODUÇÃO, MAJORITARIAMENTE FOCADA NO MERCADO EXTERNO

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