Móveis de Valor - Edição 256

72 moveisdevalor.com.br A Móveis Katzer também sentiu os impactos da retração. No primeiro trimestre de 2025, 27% das exportações tinham destino aos Estados Unidos; atualmente, esse percentual caiu para 3,6%. Para reduzir a dependência do mercado americano, a empresa ampliou negócios no Mercosul, enviou um contêiner para a Oceania e fortaleceu as vendas para a Europa, onde parte dos produtos tem boa aceitação. Ainda assim, os novos mercados não compensam totalmente a perda de demanda dos Estados Unidos. “Ainda são mercados mais tímidos e não suprem o volume que os EUA absorviam”, pontua o diretor Anor Evaldo Katzer. Segundo ele, a flexibilização tarifária trouxe melhora no cenário em maio, com retomada parcial das negociações, embora a volatilidade do câmbio e o aumento dos custos de matérias-primas sigam pressionando o setor. A flexibilidade da produção, baseada na fabricação conforme a necessidade de cada cliente, ajudou a empresa a atravessar o período de instabilidade. Apesar das dificuldades, Katzer avalia que 2026 apresenta um cenário melhor que 2025. ESTRATÉGIA SE VOLTA AO BRASIL Como estratégia de adaptação, empresas locais passaram a investir no desenvolvimento de novos produtos voltados ao mercado interno e na diversificação das exportações. A Móveis Weihermann, por exemplo, prepara o lançamento de uma nova linha de móveis com design e preço competitivo, buscando ampliar a presença no Brasil e em países vizinhos. A meta das indústrias do polo, agora, é encontrar maior equilíbrio entre mercado interno e exportação para reduzir a vulnerabilidade diante das oscilações do comércio internacional. Enquanto o cenário tarifário entre Brasil e Estados Unidos permanece indefinido, o setor moveleiro catarinense tenta equilibrar cautela, adaptação e busca por novos mercados para preservar sua competitividade em um ambiente global cada vez mais instável. Com colaboração de Sofia Liebl, estagiária de jornalismo. MERCADO

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