91 moveisdevalor.com.br Além disso, falhas em processos desconectados podem comprometer até 20% do faturamento das empresas, segundo estimativas da McKinsey e da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Ou seja, o impacto vai além da promoção – atinge a eficiência do negócio como um todo. DO VOLUME PARA A PRECISÃO O avanço da inteligência de dados está mudando esse cenário. Em vez de campanhas massificadas, o varejo começa a migrar para uma lógica mais precisa, orientada por indicadores como: Sell-out (venda real ao consumidor), giro por produto, comportamento regional e sazonal e nível de estoque por Unidade de Manutenção (SKU). Na prática, isso significa substituir liquidações amplas por ações direcionadas, com maior probabilidade de conversão e menor impacto nas margens. O DESAFIO AUMENTA NO OMNICHANNEL No ambiente omnichannel, o erro custa ainda mais caro. Prometer um produto indisponível – seja por falha de integração ou falta de visibilidade de estoque – afeta diretamente a experiência do consumidor e a confiança na marca. Por isso, a gestão passa a exigir dados atualizados em tempo real e capacidade de resposta rápida, com ajustes frequentes de preço, reposição e sortimento. TECNOLOGIA DEIXA DE SER SUPORTE E VIRA DECISÃO A digitalização da gestão comercial deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito. Sistemas integrados permitem cruzar dados de vendas, estoque, custos e comportamento de consumo, dando base para decisões mais assertivas. Nesse cenário, o varejo deixa de operar no “modo aposta” e passa a trabalhar com previsibilidade. MARGEM SOB PRESSÃO, E MAIS VARIÁVEL PELA FRENTE O contexto fica ainda mais desafiador com a reforma tributária. A transição para o modelo de IVA, com CBS e IBS, adiciona uma nova camada de complexidade na formação de preços e na gestão de margens. Mais do que nunca, decisões comerciais precisarão considerar não apenas demanda e estoque, mas também impactos fiscais. Chrystian Scanferla, Head de Negócios da IRRAH Tech
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