43 moveisdevalor.com.br A Itália ocupava a primeira posição. A Alemanha vinha em segundo lugar. Canadá e Estados Unidos completavam os principais mercados exportadores. A China aparecia apenas na sexta colocação. Quase três décadas depois, o cenário é completamente diferente. Em 2025, a China consolidou-se como a maior potência exportadora do setor. O Vietnã saltou da 31ª posição para o segundo lugar mundial. A Polônia alcançou a terceira colocação. Itália e Alemanha permanecem relevantes, mas já não exercem o protagonismo que possuíam no final do século passado. A fotografia atual do mercado deixa claro que o eixo da indústria moveleira mundial migrou da Europa para a Ásia. Não se trata apenas de uma mudança geográfica. Trata-se de uma transformação profunda dos fatores de competitividade. Enquanto os países europeus construíram sua força com base em design, tradição industrial e marcas consolidadas, os novos líderes combinaram escala produtiva, eficiência logística, integração às cadeias globais e capacidade de adaptação às demandas dos grandes compradores internacionais. O FENÔMENO VIETNÃ Talvez nenhum caso seja tão emblemático quanto o vietnamita. Há menos de 30 anos, o país praticamente não aparecia entre os protagonistas mundiais do setor. Hoje ocupa a segunda posição entre os maiores exportadores globais de móveis. O avanço foi impulsionado por uma combinação de fatores: atração de investimentos estrangeiros, custos competitivos de produção, acordos comerciais favoráveis e uma estratégia consistente de inserção nas cadeias globais de fornecimento. O país também se beneficiou de movimentos recentes de diversificação industrial promovidos A transformação do comércio mundial de móveis entre 1997 e 2025 revela a transferência do protagonismo exportador da Europa para a Ásia. China e Vietnã lideram o avanço, enquanto Itália e Alemanha mantêm relevância em um mercado cada vez mais competitivo e regionalizado. Fonte: CSIL.
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