44 moveisdevalor.com.br O estudo do CSIL mostra que o país continua sendo o principal nó da rede global de comércio de móveis. Sua liderança não decorre apenas do volume exportado, mas da enorme capacidade de conexão com mercados estratégicos ao redor do mundo. Isso significa que mesmo diante de tarifas, tensões comerciais e movimentos de regionalização, a influência chinesa sobre os fluxos globais continua extremamente relevante. A diferença é que o mercado passou a buscar maior equilíbrio e redução de riscos, diminuindo a dependência absoluta de um único fornecedor. O RETORNO DAS FRONTEIRAS ECONÔMICAS Durante muitos anos, a globalização foi marcada pela redução gradual das barreiras comerciais. Hoje, a tendência é diferente. Tarifas, disputas geopolíticas, incentivos à produção local e preocupações com segurança das cadeias de abastecimento voltaram a ganhar importância. Os dados do CSIL mostram claramente esse movimento. Enquanto o comércio intrarregional europeu cresceu cerca de 5% em 2025, as trocas entre Ásia e América do Norte recuaram aproximadamente 10%, impactadas principalmente pelas medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e pelos ajustes promovidos pelas empresas em suas cadeias globais de fornecimento. Esse processo vem sendo chamado por muitos especialistas de regionalização do comércio. Na prática, empresas e governos estão buscando fornecedores mais próximos, parceiros considerados mais confiáveis e cadeias produtivas menos vulneráveis a interrupções políticas ou logísticas. A COMPETITIVIDADE MUDOU Uma das conclusões mais interespor empresas que buscavam reduzir a dependência excessiva da China. Na prática, o Vietnã tornou-se um dos maiores símbolos da nova geografia produtiva do mobiliário mundial. A CHINA CONTINUA NO CENTRO DO JOGO Apesar das discussões sobre diversificação de fornecedores e deslocamento de parte da produção para outros países asiáticos, a China permanece amplamente dominante. MERCADO
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