46 moveisdevalor.com.br China redefine a lógica da indústria moveleira do Brasil A China deixou de ser apenas uma fornecedora de móveis para o Brasil. Tornou-se uma peça cada vez mais importante da própria engrenagem da indústria moveleira nacional. Os números impressionam. Há 25 anos, os produtos chineses representavam apenas 7% das importações brasileiras de móveis. Hoje, respondem por cerca de 90% das unidades que entram no país. Em pouco mais de duas décadas, o gigante asiático passou de coadjuvante a protagonista de uma transformação silenciosa que vem alterando a dinâmica de fabricantes, distribuidores, varejistas e marketplaces. O fenômeno vai muito além da simples importação de produtos acabados. Aos poucos, empresas brasileiras passaram a incorporar a China às suas estratégias de negócios, seja por meio da compra de componentes, da terceirização de etapas produtivas, do desenvolvimento de produtos sob encomenda ou da importação de linhas completas destinadas ao varejo físico e digital. Na prática, consolida-se um modelo híbrido. Enquanto parte da produção permanece nos polos brasileiros, outra parcela passa a ser desenvolvida ou fornecida por parceiros asiáticos. O objetivo é quase sempre o mesmo: ampliar competitividade, ganhar velocidade de lançamento e melhorar margens de rentabilidade. NÃO É APENAS PREÇO Reduzir o avanço chinês à questão do custo seria um erro. DEPENDÊNCIA DAS IMPORTAÇÕES CRESCE, FORTALECE MARGENS E ACELERA UM MODELO HÍBRIDO QUE DESAFIA A INDÚSTRIA NACIONAL AVANÇO CHINÊS TRANSFORMA CADEIAS DE SUPRIMENTO, AMPLIA A OFERTA E REDEFINE ESTRATÉGIAS DE FABRICANTES E VAREJISTAS MERCADO Por Guilherme Arruda, jornalista convidado Exportação
RkJQdWJsaXNoZXIy MzE5MzYz