50 moveisdevalor.com.br Novas exigências europeias abrem oportunidades ao móvel brasileiro Agora é para valer. Iniciada em 2024, a implementação do Regulamento Europeu de Ecodesign para Produtos Sustentáveis vai atingir o mobiliário no biênio 2026-2027 e isso tem muito a ver com móveis exportados pelo Brasil. O elemento transformador é o Passaporte Digital do Produto (Digital Product Passport, DPP): cada móvel para entrar no bloco precisará ter um “RG digital”, acessível por QR code ou sistema online, contendo dados de origem de materiais, composição do MDF, MDP, madeira maciça, ferragens, acabamentos, reciclabilidade, reparabilidade e ainda informações ambientais. Significa que para entrar na UE, sofás, dormitórios, salas e móveis planejados terão de comprovar itens como durabilidade, vida útil mínima, facilidade de reparo e desmontagem, uso de materiais recicláveis, restrição a substâncias químicas que prejudiquem a circularidade, pegada ambiental, disponibilidade de ferragens e peças para manutenção, além de instruções claras de reciclagem e descarte. Hoje, o Brasil tem menos de 1% do mercado europeu de móveis importados, competindo diretamente com Polônia, China, Turquia e Vietnã. O BRASIL E OS GIGANTES Os principais importadores dentro da UE são Alemanha, França, Países Baixos (Holanda), que atua como um hub de reexportação, Espanha, além de Itália, que importa peças de design REGRAS ENTRAM EM VIGOR, EXIGEM UMA ADAPTAÇÃO ESTRUTURAL, CRIAM ESPAÇO PARA DIFERENCIAÇÃO EM DESIGN AUTORAL, MADEIRA CERTIFICADA E INOVAÇÃO SUSTENTÁVEL, AMPLIANDO A CREDIBILIDADE DO SETOR A JANELA CRÍTICA DE ADAPTAÇÃO ÀS NOVAS NORMAS ACONTECERÁ EM 2027, QUANDO ESTÁ PREVISTA A REALIZAÇÃO DA PRIMEIRA RODADA DAS DISPOSIÇÕES CONCRETAS DOS REQUISITOS POR CATEGORIA DE PRODUTOS MERCADO Por Guilherme Arruda, jornalista convidado Exportação
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