51 moveisdevalor.com.br específicas, Bélgica, Áustria, importante importador de mobiliário de madeira, Suécia, embora sendo sede da IKEA, registra grandes volumes, e Polônia. A Europa é o terceiro maior destino das exportações brasileiras, participação média de 14% ao ano entre 2019 e 2025, mas com um acentuado declínio no período pós-pandemia: recuo de 17,54% para 12,40% ano passado. O polo de Santa Catarina concentra ao redor de 70% do total enviado para UE. O Brasil pode se beneficiar em duas frentes: menos custo de entrada comparado ao cenário anterior ao acordo Mercosul-UE. E, substituição competitiva: parte de fornecedores asiáticos pode perder atratividade em nichos premium por conta de lead time, carbono, compliance e rastreabilidade e aí o Brasil ganha força em madeira certificada, design autoral, móveis outdoor, modular desmontável, linhas premium de living e dining. E 2028–2030 é o primeiro horizonte em que o ganho pode ser relevante em market share, ainda que em nichos. Cândida Cervieri, diretora executiva da Abimóvel, vem acompanhando a evolução junto com sua equipe técnica e assessoria jurídica. “É um movimento regulatório relevante. As empresas com atuação internacional já vêm se mobilizando para atender às novas exigências, seja por meio de ajustes em processos, certificações, controles de cadeia produtiva e pela revisão de práticas e documentação”, ressalta. MÓVEL COM SELO DE ID A entidade, no âmbito do Brazilian Furniture, tem atuado na orientação e no acompanhamento técnico do tema e no fortalecimento da imagem do mobiliário brasileiro. “O projeto seguirá com iniciativas estratégicas no continente em 2026 e 2027, incluindo participação em feiras, missões comerciais e ações de promoção e posicionamento, com foco na ampliação de negócios e fortalecimento junto a compradores”, informa. Embora o polo de Santa Catarina seja conhecido pela acentuada presença nos Estados Unidos, também tem representatividade na UE, atuando em mercados como França, Espanha. “Agora com o acordo Mercosul-UE pode gerar oportunidades para as nossas empresas. Elas precisarão correr para buscar as certificações obrigatórias”, comenta Luiz Carlos Pimentel, do Sindusmobil, acrescentando que está em andamento projeto de criação de uma Identificação Geográfica (ID) para madeira maciça. “Estamos dando mais credibilidade ao móvel da região”, revela.
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