56 moveisdevalor.com.br 4 meses depois, Ubá segue em reconstrução A madrugada de 24 de fevereiro de 2026 ficará marcada na história de Ubá (MG). Após fortes chuvas que atingiram a região, rios transbordaram, bairros inteiros foram inundados e uma das maiores tragédias climáticas já registradas no município deixou um rastro de destruição. Além dos prejuízos materiais, a enchente provocou mortes, desalojou centenas de famílias e afetou diretamente empresas que movimentam a economia local. No coração do polo moveleiro de Ubá – um dos principais do Brasil – fábricas tiveram estoques perdidos, equipamentos danificados, estruturas comprometidas e operações interrompidas. Quatro meses depois, porém, o cenário já é de reconstrução. Embora ainda existam desafios importantes, a maioria das empresas retomou suas atividades e trabalha para recuperar plenamente os níveis de produção. Segundo o presidente do Intersind, Gilberto Teixeira Coelho, a cidade já apresenta avanços significativos em comparação aos dias que sucederam a tragédia. “Hoje a realidade é muito diferente APÓS ENCHENTE HISTÓRICA DE FEVEREIRO, EMPRESAS RETOMAM OPERAÇÕES, INVESTEM EM PREVENÇÃO E REFORÇAM A RESILIÊNCIA DE UM DOS MAIORES POLOS MOVELEIROS DO PAÍS INTERSIND ATUOU NA ARTICULAÇÃO DE APOIO ÀS INDÚSTRIAS, NO LEVANTAMENTO DOS DANOS, NA INTERLOCUÇÃO COM ÓRGÃOS PÚBLICOS E NO SUPORTE AOS TRABALHADORES daquela enfrentada logo após a enchente. Muitas vias foram recuperadas, pontes receberam intervenções emergenciais e boa parte dos acessos às áreas industriais voltou a funcionar normalmente”, afirma, lembrando que a rápida mobilização de empresários, trabalhadores, entidades e população foi determinante para evitar consequências ainda mais graves. “O mais importante foi a capacidade de união e reação da população, das empresas e das instituições”, pontua. SETOR REAGE De acordo com Gilberto Coelho, o polo moveleiro sofreu impactos expressivos. Muitas empresas perderam matéria-prima, estoques de produtos acabados e equipamentos, além de enfrentarem paralisações que comprometeram o fluxo de caixa e a capacidade produtiva. Mesmo diante desse cenário, o setor demonstrou forte capacidade de recuperação. “Hoje vemos a maioria das empresas retomando suas atividades, reorganizando seus processos e buscando recuperar gradualmente a estabilidade e o ritmo de produção”, observa. MERCADO Por Inalva Corsi, editora
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