57 moveisdevalor.com.br O dirigente destaca que o Intersind atuou desde os primeiros momentos na articulação de apoio às indústrias atingidas, auxiliando no levantamento dos danos, na interlocução com órgãos públicos e no suporte aos trabalhadores afetados. DIMETAL AUMENTA PRODUÇÃO Entre os exemplos de recuperação está a Dimetal, fabricante de acessórios para móveis instalada em Ubá. Segundo o diretor Pedro Noé, os prejuízos envolveram perdas de equipamentos, matéria-prima, produtos acabados e danos estruturais. O maior impacto, contudo, foi a interrupção das atividades em um período de forte crescimento da demanda. “A principal perda foi a paralisação da empresa. Estávamos ampliando nossa carteira de clientes e trabalhando praticamente com a capacidade máxima de produção”, relata, acrescentando que a fábrica ficou sem produzir durante vários dias, mas conseguiu recuperar integralmente sua capacidade operacional em apenas 13 dias úteis. O processo de retomada, entretanto, exigiu grande esforço técnico. A escassez de profissionais especializados em manutenção industrial foi um dos principais obstáculos enfrentados pelas empresas da região. Mas, com apoio do Intersind, do Senai e de parceiros comerciais, a Dimetal conseguiu recuperar boa parte dos equipamentos atingidos e substituir aqueles que sofreram danos irreversíveis. O resultado acabou gerando um efeito inesperado. “Fomos obrigados a investir em máquinas novas e mais modernas. Hoje nossa capacidade produtiva é maior do que antes da enchente”, afirma. Além dos prejuízos materiais, a empresa enfrentou um desafio comercial importante para recuperar clientes que precisaram buscar fornecedores alternativos durante o período de paralisação. Segundo Noé, esse trabalho exigiu meses de negociação e relacionamento. “Recentemente retomamos o último cliente que ainda não havia voltado a comprar conosco após a enchente. Agora podemos dizer que iniciamos uma nova fase”, comemora. MADEMARCS SEGUE EM RECONSTRUÇÃO Se a Dimetal conseguiu recuperar rapidamente sua capacidade produtiva, a realidade da Mademarcs foi mais complexa. A água atingiu cerca de 1,60 metro de altura dentro da fábrica e comprometeu praticamente toda a operação. “Foi algo totalmente inesperaGilberto Teixeira Coelho, presidente do Intersind Da lama surge uma fábrica com maior capacidade de produção do. Nunca tinha entrado água ali e a empresa está em uma área considerada alta. Quando vimos a dimensão do estrago, entendemos que precisávamos agir imediatamente e focar na retomada, passo a passo”, relembra o diretor Nilton Coeli. A enchente atingiu aproximadamente 3 mil guarda-roupas que estavam em produção, além de estoques de matéria-prima, ferragens e produtos acabados. As máquinas eletrônicas sofreram danos severos e se transformaram no principal desafio da recuperação. Mesmo com o esforço conjunto dos colaboradores, técnicos especializados e apoio de entidades como a FIEMG,
RkJQdWJsaXNoZXIy MzE5MzYz