Móveis de Valor - Edição 257

63 moveisdevalor.com.br ters e até concorrentes acompanham com atenção um processo que pode redefinir estratégias dentro do varejo de móveis nos próximos anos. COMO O BOOM DA PANDEMIA VIROU ARMADILHA Durante a pandemia, o varejo de móveis viveu um dos períodos mais aquecidos de sua história recente. O isolamento social, o avanço do home office e a permanência maior das famílias dentro de casa impulsionaram gastos com conforto, decoração e reorganização dos ambientes residenciais. Sofás, cadeiras, mesas, colchões e itens de decoração passaram a ocupar posição prioritária dentro do consumo das famílias. Em um ambiente de juros reduzidos, maior liquidez e estímulos ao consumo, empresas do setor ampliaram operações apostando que aquele ritmo continuaria nos anos seguintes. O problema surgiu quando o cenário mudou de forma abrupta. A inflação reduziu o poder de compra das famílias. Os juros elevaram o custo do parcelamento. O endividamento cresceu. E parte relevante do consumo voltou a migrar para viagens, lazer, experiências e serviços. O resultado foi um choque direto sobre empresas que haviam expandido estruturas, estoques e operações durante um período considerado excepcional. A crise da Tok&Stok passou a representar exatamente esse movimento: a dificuldade de sustentar um modelo operacional pesado em um ambiente de crédito restrito e desaceleração do consumo. Colchão foi o item mais vendido durante a pandemia, o que levou à redução forte da demanda nos anos seguintes

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