Móveis de Valor - Edição 257

66 moveisdevalor.com.br Essa nova dinâmica obriga o varejo a rever estratégias, tamanho de operação, estoques e até posicionamento comercial. O QUE O SETOR PODE APRENDER COM A CRISE A recuperação judicial da Tok&Stok talvez represente uma das maiores lições recentes para o varejo brasileiro de móveis. Durante anos, crescimento acelerado foi tratado como sinônimo de força operacional. O cenário atual mostra que escala sem eficiência pode se transformar rapidamente em vulnerabilidade. O setor começa a perceber que o novo consumidor exige operações mais inteligentes, estoques mais eficientes e propostas de valor mais claras. Em vez de expansão desenfreada, empresas passam a discutir: • Rentabilidade; • Eficiência operacional; • Inteligência de dados; • Omnichannel real; • Regionalização; • Redução de estoques; • Lojas menores; • Experiência mais personalizada. Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que o varejo de móveis precisará operar com racional. Shopping centers perdem uma operação importante para fluxo de consumidores. Além disso, as liquidações agressivas também ampliam a pressão competitiva sobre o varejo. Descontos elevados alteram percepção de valor do consumidor e pressionam concorrentes que tentam preservar margens em um ambiente já bastante desafiador. Nos bastidores da indústria, parte das empresas acompanha o caso com preocupação justamente porque a crise evidencia algo maior: o mercado entrou em uma fase mais racional. O consumidor está mais seletivo. A compra ficou mais planejada. E o crédito deixou de sustentar artificialmente níveis elevados de consumo. REPORTAGEM ESPECIAL: Crise no Varejo de Móveis

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