Móveis de Valor - Edição 257

67 moveisdevalor.com.br menos dependência de crédito fácil e maior disciplina financeira. A crise também reforça uma mudança importante no consumo. Hoje, o cliente compra menos por impulso e mais por percepção de valor. Isso exige posicionamento mais claro, diferenciação e maior capacidade de gerar experiência. Empresas excessivamente dependentes de promoções agressivas e crescimento acelerado tendem a enfrentar dificuldades maiores num ambiente econômico mais seletivo. CONCLUSÃO A crise da Tok&Stok talvez não represente apenas o problema de uma varejista tradicional. Ela pode marcar o encerramento de uma era construída sobre expansão acelerada, crédito barato e crescimento artificial do consumo durante a pandemia. Mais do que uma recuperação judicial, o caso expõe uma transformação estrutural no varejo brasileiro de móveis. O setor entra em uma fase mais racional, mais seletiva e muito mais dependente de eficiência operacional. A pergunta que permanece no mercado agora não é apenas o que acontecerá com a Tok&Stok. O verdadeiro debate é quais empresas estarão preparadas para sobreviver ao novo ciclo do varejo de móveis no Brasil. Não é apenas a concorrência de preço que afeta as margens das lojas, mas principalmente a deficiência na venda de valor agregado dos móveis

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