78 moveisdevalor.com.br Envelhecimento da população acende alerta para móvel sênior A população brasileira está envelhecendo rapidamente. Dados mais recentes, divulgados pelo IBGE em 2026, mostram que o número de pessoas com 60 anos ou mais chegou a 35,2 milhões no país — um crescimento de 58,7% em relação a 2012. Esse grupo já representa 16,6% da população brasileira, refletindo uma mudança importante na pirâmide etária e ampliando a demanda por soluções de acessibilidade, conforto e autonomia nos projetos de arquitetura e mobiliário. Pensando nisso, surge uma vertente que une arquitetura e gerontologia (estudo do envelhecimento humano), apostando se tratar de um público-alvo ativo que precisa de um olhar especial. A geroarquitetura se dedica justamente ao planejamento e à adaptação de ambientes físicos para responder às necessidades da longevidade. Parte da compreensão das transformações funcionais, sensoriais e cognitivas que ocorrem com o avanço da idade e propõe soluções espaciais que promovem autonomia, segurança, bem-estar e pertencimento. Flávia Ranieri é a figura que popularizou a vertente no Brasil, há cerca de 10 anos. A arquiteta possui um escritório que desenvolve projetos voltados ao público sênior, dá consultoria para empreendimentos 50+, é professora e palestrante sobre geroarquitetura. Ela explica que o mercado voltado ao público 50+ ainda é carente no Brasil, porém possui “um oceano de oportunidades”. “O O NÚMERO DE PESSOAS COM 60+ CHEGOU A 35,2 MILHÕES NO PAÍS, REPRESENTANDO CERCA DE 16,6% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA A GEROARQUITETURA TORNA-SE ATRATIVO PARA FABRICANTES A FIM DE ATRAIR O PÚBLICO, QUE AINDA É CONSIDERADO ATIVO NA ECONOMIA Por João Caetano Guimarães, jornalista Observatório
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