14 moveisdevalor.com.br Preço de móveis sobe menos que a inflação no 1º semestre O resultado mostra que, de maneira geral, os preços praticados pelo setor não acompanharam integralmente o avanço do custo de vida. Essa diferença pode refletir tanto uma menor capacidade da indústria e do varejo para repassar custos quanto uma estratégia comercial deliberada de contenção ou redução de preços para estimular as vendas. Em um ambiente de consumo ainda pressionado por juros, endividamento e maior seletividade das famílias, o preço se transforma em ferramenta competitiva. Reduções e reajustes abaixo da inflação nem sempre significam queda de custos. Muitas vezes, representam promoções, queima de estoques, renegociação com fornecedores ou compressão das margens para aumentar o giro das mercadorias. Ao mesmo tempo, algumas categorias avançaram muito acima da média do mobiliário, mostrando que não existe um comportamento uniforme no setor. MOBILIÁRIO COMEÇA O ANO EM QUEDA E GANHA FORÇA GRADUALMENTE O item mobiliário registrou pequenas deflações nos dois primeiros meses do ano. Os preços caíram 0,08% em janeiro e 0,09% em fevereiro. Em março, houve uma mudança de direção, com alta de 0,45%. O movimento ganhou intensidade em abril, quando os preços avançaram 0,62%, maior aumento mensal do semestre. Em maio e junho, os reajustes desaceleraram para 0,25% e 0,23%, respectivamente. Mobiliário acumula alta de 1,38% no semestre, diante de IPCA de 3,36%; colchões e móveis para quarto avançam bem acima da média. A alta maior é de colchões (8,71%) e a menor de móvel para sala (-1,09%). Os preços dos móveis apresentaram comportamento moderado no primeiro semestre de 2026. A alta acumulada de 1,38% representa menos da metade da inflação geral de 3,36% registrada pelo IPCA no mesmo período COMÉRCIO
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