Móveis de Valor - Edição 258

15 moveisdevalor.com.br A trajetória sugere que o início do ano foi marcado por maior agressividade comercial do varejo, possivelmente relacionada à necessidade de movimentar estoques depois das vendas de final de ano e estimular a demanda em um período tradicionalmente mais fraco. A partir de março, os preços voltaram a subir, mas sem uma aceleração descontrolada. Mesmo com quatro meses consecutivos de aumento, o acumulado de 1,38% permaneceu bastante inferior ao IPCA geral. Essa diferença pode indicar que o varejo ainda encontra resistência do consumidor para aceitar reajustes maiores. Também pode demonstrar que a indústria está absorvendo parte da elevação dos custos, postergando repasses ou negociando condições para preservar os volumes vendidos. MÓVEIS PARA SALA FICAM MAIS BARATOS Os móveis para sala apresentaram o comportamento mais contido entre as categorias pesquisadas. Os preços acumularam queda de 1,09% no primeiro semestre e recuo de 0,33% em 12 meses. A categoria registrou deflação em janeiro, março, abril e maio. Houve estabilidade praticamente absoluta em fevereiro e uma pequena alta de 0,28% em junho. O resultado pode ser interpretado como um sinal de maior pressão competitiva e necessidade de promoção. Salas de estar, estofados, racks e outros produtos desse ambiente costumam ocupar espaço relevante nas lojas e nos estoques. Quando as vendas não respondem na velocidade esperada, o varejo tende a recorrer mais rapidamente a descontos. Essa queda de preços não significa necessariamente que os custos industriais tenham diminuído. Ela pode representar uma decisão de mercado: reduzir a margem unitária para ampliar a circulação dos produtos e liberar espaço físico e financeiro. Também é possível que a categoria esteja enfrentando uma demanda mais fraca em comparação com outros segmentos. Produtos com preços persistentemente em queda ou abaixo da inflação geralmente indicam menor poder de repasse ao consumidor. MÓVEIS PARA QUARTO MOSTRAM DEMANDA MAIS CONSISTENTE Na direção oposta, os móveis para quarto acumularam alta de 2,82% entre janeiro e junho e de 6,22% nos últimos 12 meses. O avanço foi superior ao do mobiliário geral e também superou a inflação média no acumulado de 12 meses.

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