Móveis de Valor - Edição 258

26 moveisdevalor.com.br O novo ciclo dos estofados redefine a indústria moveleira A indústria global de móveis estofados atravessa um dos momentos mais transformadores de sua história recente. Depois de enfrentar os efeitos da pandemia, interrupções nas cadeias de suprimentos, tarifaço, inflação de matérias-primas e oscilações no mercado imobiliário, o setor entra em uma nova fase em que produzir não é mais o suficiente. A competitividade passa a depender da capacidade de personalizar, reduzir desperdícios, incorporar tecnologia e responder rapidamente às mudanças de comportamento do consumidor. Enquanto alguns mercados retomam investimentos, outros ainda enfrentam juros elevados, demanda mais lenta e maior cautela nas compras. Nesse cenário, planejar a produção com base em uma demanda média tornou-se cada vez mais arriscado. A lógica da produção em massa começa a dar espaço para operações mais flexíveis, capazes de produzir lotes menores, atender pedidos personalizados e adaptar rapidamente o mix de produtos. Uma das mudanças mais significativas observadas no setor é a transição da produção padronizada para a chamada micro customização. Consumidores estão cada vez menos dispostos a aceitar poucas opções de modelos, tecidos ou acabamentos. Ao mesmo tempo, esperam prazos de entrega rápidos e preços competitivos. Essa combinação cria um desafio inédito para os fabricantes: oferecer dezenas — ou centenas — de combinações possíveis sem comprometer produtividade e rentabilidade. O fenômeno é impulsionado pelo crescimento do comércio eletrônico, pela popularização de configuradores digitais e pela busca crescente Mudanças no comportamento do consumidor e nas exigências do mercado aceleram transformações que alcançam toda a cadeia de estofados. A busca por flexibilidade produtiva ganha força em um cenário marcado por consumidores exigentes, avanços tecnológicos e sustentabilidade MERCADO Por João Caetano Guimarães, jornalista

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