30 moveisdevalor.com.br Longevidade volta ao centro das decisões de compra Durante anos, a indústria moveleira global foi impulsionada por um modelo baseado em volume, velocidade e renovação constante. O avanço do comércio eletrônico, a popularização das redes sociais e a rápida disseminação de tendências favoreceram móveis de menor valor agregado, desenvolvidos para atender um consumidor cada vez mais sensível ao preço. A designer Sarah Montgomery, em entrevista ao site bhg.com, observou que móveis de menor valor agregado dominaram o mercado nos últimos anos. "É difícil não notar o quanto a qualidade dos móveis novos caiu ultimamente. As pessoas estão escolhendo com base no preço e na rapidez da entrega, em vez de verem os produtos pessoalmente”. Em seu programa, Ari Bruno Lorandi, CEO da Móveis de Valor, acrescenta ao debate o questionamento do valor do móvel para o comprador. Ele afirma que, na prática, o que se tem é um círculo vicioso. “O varejo pressiona por preço para girar estoque, a indústria cede para manter volume. As margens encolhem, a produção fica irregular e o mercado passa a operar em solavancos. Não há previsibilidade, não há construção de marca ou valorização do produto”. Sarah traz o termo “obsolescência programada” como uma das razões para a baixa qualidade dos produtos. O termo se refere a uma forma sofisticada de dizer que muitas empresas projetam móveis com uma vida útil mais curta em mente. "O objetivo é levar o produto ao maior número possível de consumidores, geralmente a um preço mais baixo, cientes Em vez de substituir móveis com frequência, parte dos consumidores passou a priorizar produtos com maior durabilidade e potencial para acompanhar diferentes fases da vida. Com a mudança, as preocupações com logística, sustentabilidade, design atemporal e adaptação à ambientes ganham força MERCADO Por João Caetano Guimarães, jornalista
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