34 moveisdevalor.com.br Uma vida em movimento pede um novo olhar sobre o mobiliário Durante grande parte do século XX, a indústria moveleira podia trabalhar com uma premissa relativamente estável. A maioria das famílias seguia um roteiro previsível, conquistando a casa própria, organizando os ambientes e permanecendo naquele endereço durante muitos anos. Os móveis eram adquiridos para ocupar um espaço específico e acompanhavam a rotina da família ao longo de décadas. Em muitos casos, atravessavam gerações e carregavam consigo lembranças, histórias e um forte valor afetivo. Porém, a realidade está mudando. Ari Bruno Lorandi, CEO da Móveis de Valor, em um de seus programas observou: “hoje em dia, o consumidor não compra quando precisa, não compra quando deseja melhorar a casa. Compra quando o preço cai. E, quando isso acontece, a decisão deixa de ser sobre conforto, bem-estar ou projeto de vida, e passa a ser sobre oportunidade”. O crescimento do aluguel, a expansão do trabalho remoto, carreiras mais dinâmicas e o adiamento da casa própria fizeram com que um número cada vez maior de pessoas mudasse de cidade, de residência e de rotina ao longo da vida. Diante desse cenário, pesquisadores, designers e fabricantes voltam a discutir sobre a validade de um conceito desenvolvido há mais de cinquenta anos: o mobiliário nômade. O termo ganhou notoriedade em 1973, quando os designers Victor Papanek e James Hennessey O crescimento do aluguel, a maior mobilidade da população e o adiamento da casa própria estão transformando a forma como os consumidores escolhem seus móveis. Criado há mais de 50 anos, o conceito de mobiliário nômade ganha força diante deste consumidor que muda de estilo de vida com mais frequência Por João Caetano Guimarães, jornalista TENDÊNCIA
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