11 moveisdevalor.com.br Para entendermos melhor que foi mostrado na EuroCucina, e saber quais os rumos que as marcas nacionais devem tomar nesse tipo de mobiliário, conversamos com profissionais que representam visões diferentes de mercado, uma é designer na Nicioli e a outra é diretora criativa da Florense. Apesar de elas ressaltarem aspectos em comum, cada uma trouxe as tendências para a realidade de suas empresas e dos seus respectivos públicos-alvo. Jaqueline Marques, designer da Nicioli, concorda que ficou muito evidente a consolidação da cozinha como parte integrante da casa e não mais como um ambiente isolado, compartilhando com os outros espaços uma mesma linguagem visual e forma de viver. Ela também evidencia alguns aspectos que contribuem para isso. “As formas curvas e orgânicas, especialmente presentes em ilhas, bancadas e elementos de mobiliário, aparecem com muita força. Elas trazem mais leveza, suavidade e acolhimento para o ambiente”. Sobre materiais, Jaqueline conta que chamou sua atenção a presença da madeira, das texturas, dos tons naturais e de uma iluminação mais cuidadosa. “Isso cria cozinhas que despertam os sentidos e convidam à permanência. São espaços que vão muito além do ato de cozinhar: acolhem, aproximam e criam memórias”, afirma, lembrando que a pedra deixa de ser apenas acabamento e passa a ser protagonista da cozinha, criando grandes superfícies esculturais, com veios naturais e aparência sofisticada. A designer considera muito interessante a combinação entre materiais. “A cozinha não precisa escolher entre madeira, pedra ou outros acabamentos. A riqueza está justamente em saber compor diferentes elementos de maneira equilibrada, criando um móvel com personalidade, que possa proporcionar um ambiente acolhedor”, explica. Roberta Castellan, diretora criativa da Florense, também destaca a integração arquitetônica e a experiência de convivência da casa toda como elementos centrais na concepção dos novos projetos. “Quando falamos desse tipo de cozinha, percebemos uma busca por ambientes mais acolhedores, sofisticados e sensoriais, com formas orgânicas, materiais naturais, ilhas com presença arquitetônica e tecnologia cada vez mais integrada e discreta”, observa. A diretora criativa da Florense conta que em cozinha integrada ou gourmet, a materialidade ganhou ainda mais protagonismo, com madeira de aparência natural, pedras, mármores, superfícies minerais e metais aparecendo com muita força. “Existe também uma valorização muito grande da textura e da sensação que o material transmite. O mármore, por exemplo, assume muitas vezes grandes superfícies, envolvendo ilhas e outros elementos arquitetônicos. As madeiras aparecem de forma sofisticada, frequentemente combinadas a pedras e metais”, indica. Ela acredita que, para uma cozinha social, essa escolha de materiais é especialmente A tecnologia integrada de forma discreta é uma das tendências
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