12 moveisdevalor.com.br ditam ser uma tendência: o uso de uma paleta mais neutra e natural, com tons de areia, bege, terracota, marrons, verdes e diferentes nuances de madeira. “Mas, as cores mais marcantes continuam tendo espaço, principalmente quando utilizadas de maneira pontual. Verdes e azuis, por exemplo, podem trazer personalidade e criar pontos de destaque sem comprometer a harmonia do ambiente”, observa Jaqueline Marques. A designer da Nicioli afirma que “mais do que seguir uma cor da moda, acredito que o importante é construir uma paleta que faça o cliente se sentir bem dentro da própria casa, com os móveis que vamos produzir”. Já a diretora criativa da Florense acredita que, especialmente nas cozinhas integradas, mais do que seguir uma cor específica, é importante construir uma composição coerente com o restante da casa. “Quando a cozinha participa do living, os acabamentos escolhidos para o mobiliário precisam estar de acordo com os demais elementos da arquitetura”, orienta. INOVAÇÃO E DESIGN Em uma cozinha de maior valor agregado, como é o caso dos produtos da Florense, a capacidade de explorar as inovações é grande. Mesmo assim, Roberta Castellan conta que a maior inovação que observa atualmente é a integração entre tecnologia, funcionalidade e arquitetura. “Nas cozinhas gourmet, isso é especialmente interessante, porque todos os recursos precisam estar presentes, sem comprometer a estética do ambiente. A tecnologia está mais discreta, os equipamentos cada vez mais integrados e as soluções de armazenamento mais inteligentes”, exemplifica. Ela também vê uma evolução importante nos mecanismos, na iluminação e na organização interna dos móveis. “É algo que não precisa, necessariamente, ser percebida visualmente. Muitas vezes, a melhor tecnologia é aquela que fica praticamente invisível e torna a experiência de uso mais simples e agradável”, pontua. A diretora criativa da Florense também fala sobre como sair do lugar comum nas criações. “Para mim, design é a capacidade de transfor ESPECIAL COZINHAS Formas curvas e orgânicas continuam em evidência nas cozinhas Roberta Castellan, diretora criativa da Florense importante, já que precisa “conversar” com o restante da arquitetura e com o mobiliário do living, para que não pareça um ambiente isolado. Roberta divide as cozinhas em operacionais e integradas ou gourmet quando se refere ao que o consumidor espera desses ambientes. “Na cozinha operacional, o consumidor busca principalmente funcionalidade, organização, ergonomia e eficiência. Já na cozinha integrada ou gourmet, existe uma expectativa adicional: ela também precisa representar o estilo de vida dos moradores. Deve ser um ambiente para cozinhar, mas também para receber, conversar e conviver”, afirma. Em relação aos padrões de cores, as duas profissionais destacam o que acre-
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