23 moveisdevalor.com.br sob determinadas superfícies permitem que a própria bancada seja utilizada para cozinhar. Quando desligado o sistema, praticamente desaparece o elemento que identificamos como cooktop. Não se trata mais apenas de conceito. Soluções comerciais de indução invisível já existem, embora custos, compatibilidade de materiais, instalação e manutenção ainda limitem sua disseminação. Se a tecnologia ganhar escala nos próximos anos, o impacto sobre o projeto poderá ser considerável. A ilha utilizada pela manhã para o café poderá ser superfície de trabalho algumas horas depois, receber panelas no almoço e voltar a funcionar como mesa ou apoio à noite. O móvel deixa de abrigar o equipamento. O próprio móvel começa a executar sua função. Essa talvez seja uma das fronteiras mais interessantes da cozinha futura. 3. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, MAS COM ALGUMA UTILIDADE A inteligência artificial também chegará definitivamente à cozinha. A questão será separar utilidade de espetáculo. Já existem eletrodomésticos conectados, fornos controlados remotamente e sistemas capazes de auxiliar no preparo dos alimentos. Há ainda equipamentos que começam a automatizar temperaturas e etapas de cocção. A tendência é que câmeras, sensores e softwares avancem sobre funções como reconhecimento de alimentos, controle de estoque, redução de desperdício e orientação de preparo. No Brasil, projeções de mercado indicam forte expansão dos eletrodomésticos inteligentes até 2030, com refrigeradores ainda ocupando posição relevante e cooktops e utensílios inteligentes entre as categorias de maior potencial de crescimento. Mas provavelmente vencerá a tecnologia que exigir menos atenção do consumidor, e não mais. A melhor cozinha inteligente talvez não seja aquela com a maior tela. Será aquela capaz de resolver pequenas tarefas sem obrigar ninguém a aprender a operá-la. biliário, tecnologia e comportamento que começa a desenhar a cozinha de 2030 e 2035. 1. A COZINHA COMEÇA A DESAPARECER Uma das transformações mais interessantes já tem nome: invisible kitchen, ou cozinha invisível. Não significa acabar com a cozinha. Significa fazer com que ela deixe de parecer uma cozinha quando não estiver sendo utilizada. Geladeiras podem receber painéis idênticos aos móveis. Pequenos eletrodomésticos desaparecem atrás de portas. Áreas de armazenamento ficam escondidas. Puxadores cedem espaço a sistemas de abertura integrados e grandes superfícies contínuas fazem a marcenaria se aproximar cada vez mais da arquitetura. A explicação está, em grande parte, na integração da cozinha aos ambientes sociais. Quando sala, jantar e cozinha dividem praticamente o mesmo espaço, aquela linguagem tradicional de ambiente técnico começa a incomodar. Surge uma cozinha que pode assumir a aparência de uma grande composição de mobiliário. Talvez esteja aí uma das mudanças mais importantes para a indústria moveleira: a fronteira entre fabricar uma cozinha e produzir arquitetura interior ficará cada vez menor. 2.FINALMENTE PODERÁ COZINHAR NA BANCADA Durante décadas, a sequência foi relativamente previsível: fogão, cooktop a gás, cooktop elétrico e indução. O próximo movimento já começou. Sistemas de indução instalados
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