Móveis de Valor - Edição 259

24 moveisdevalor.com.br 4. GUARDAR MELHOR SERÁ TÃO IMPORTANTE QUANTO COZINHAR MELHOR Há uma revolução menos espetacular acontecendo atrás das portas dos armários. O armazenamento está se tornando mais especializado. Gavetas internas, divisores móveis, mecanismos retráteis, despensas integradas e aproveitamento de cantos e alturas transformam áreas antes perdidas em espaço útil. E isso tende a ganhar importância. A pesquisa de tendências 2026 da NKBA aponta justamente o avanço de armários do piso ao teto, maior presença de gavetas, despensas e ilhas carregadas de capacidade de armazenamento. Em outras palavras, o futuro da cozinha não dependerá apenas de eletrônica. Uma boa ferragem pode ser tão transformadora quanto um aplicativo. Para fabricantes de móveis, fornecedores de componentes e projetistas, essa mudança é particularmente relevante. Quanto mais integrada e visualmente limpa se tornar a cozinha, maior será a engenharia necessária para esconder tudo aquilo que continua precisando estar lá. 5. A COZINHA SERÁ CADA VEZ MAIS PERSONALIZADA Há outra mudança silenciosa acontecendo. Durante muito tempo, projetar uma cozinha significou encontrar a melhor disposição para pia, geladeira, fogão e armazenamento. Agora entram outras perguntas. Quem mora naquela casa? Cozinha diariamente? Recebe amigos? Trabalha em casa? Toma vinho? Tem animais? É idoso? Há crianças? Compra alimentos semanalmente ou diariamente? Na pesquisa da NKBA, 85% dos profissionais apontam áreas específicas para bebidas entre as soluções de personalização em evidência; 64% mencionam espaços destinados à alimentação de pets e 59%, cozinhas preparadas para refeições no próprio ambiente. Isso aponta para uma mudança importante: a cozinha deixa de ser organizada apenas por função e passa a ser organizada por estilo de vida. Para a indústria de móveis planejados, abre-se um enorme território de diferenciação. 6. MENOS LABORATÓRIO. MAIS CASA Curiosamente, enquanto a tecnologia avança, a estética segue em outra direção. Depois de anos dominados por superfícies brancas, cinzas, brilho, inox e uma aparência quase laboratorial, madeira, pedras, texturas, tons terrosos e materiais com aspecto natural recuperam protagonismo. É quase uma reação humana à tecnologia. Quanto mais sofisticado fica aquilo que está escondido, menos o ambiente precisa demonstrar tecnologicamente aquilo que sabe fazer. Há inclusive um movimento internacional chamado unkitchen, que questiona cozinhas excessivamente perfeitas e padronizadas em favor de espaços mais acolhedores, pessoais e com aparência de ambientes realmente vividos. Isso não significa o fim do minimalismo. Significa que ele pode ficar mais quente. 7. A ILUMINAÇÃO PASSA A FAZER PARTE DO MÓVEL A luz também deixará progressivamente de ser apenas responsabilidade do teto. Iluminação sob armários, dentro de gavetas e nichos, ESPECIAL COZINHAS

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