Móveis de Valor - Edição 259

84 moveisdevalor.com.br soas, inovação e serviço. Nesse ponto, a disputa deixa de ser por eficiência e começa a se transformar em uma corrida para baixo. E talvez ninguém realmente vença essa corrida. Nem o fornecedor, que perde margem. Nem a indústria, que reduz capacidade de investimento. Nem o varejo, que transforma produto em commodity. Nem o consumidor, que inicialmente paga menos, mas pode acabar recebendo menos também. TALVEZ A PERGUNTA ESTEJA ERRADA Por décadas, boa parte das negociações comerciais começou com uma pergunta bastante simples: Quanto custa? Ela continuará sendo fundamental. Nenhuma empresa sobrevive ignorando preço. Mas talvez precise vir acompanhada de outra: O que eu recebo por aquilo que estou pagando? Essa mudança parece pequena, mas altera completamente a conversa. Permite discutir qualidade, prazo, confiabilidade, assistência, inovação, durabilidade, serviço, experiência e risco. Em outras palavras, permite discutir valor. O desafio para a cadeia moveleira talvez não seja convencer ninguém a pagar caro. É muito mais racional do que isso. É conseguir demonstrar quando vale a pena pagar mais. Porque consumidores continuarão querendo mais por menos. Lojistas continuarão negociando com fabricantes. Fabricantes continuarão pressionando fornecedores. E fornecedores continuarão buscando eficiência. É assim que o mercado funciona. Mas existe uma fronteira entre retirar desperdícios e retirar valor. Saber onde está essa fronteira talvez seja uma das decisões mais importantes para qualquer negócio. No final, empresas não precisam necessariamente ganhar todas as vendas, atender todos os clientes ou fechar todos os pedidos. Precisam saber quais negócios conseguem fazer preservando aquilo que prometem entregar. Porque preço pode conquistar uma venda. Valor é o que determina se aquela venda valeu a pena. VAREJO

RkJQdWJsaXNoZXIy MzE5MzYz