Móveis de Valor - Edição 259

86 moveisdevalor.com.br Indústria absorve tarifaço e preserva base de empregos O tarifaço americano atingiu em cheio uma indústria moveleira que tem nos Estados Unidos seu principal mercado externo. Derrubou encomendas, obrigou empresas a procurar novos destinos e trouxe o temor de uma onda de demissões nos principais polos exportadores. Um ano depois, porém, os números mostram um quadro menos dramático do que se imaginava. Entre julho de 2025 e junho de 2026, a indústria de móveis e colchões registrou saldo negativo de 925 empregos formais, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O setor encerrou junho com pouco mais de 275 mil trabalhadores. A perda representa apenas 0,33% desse contingente. É um recuo, naturalmente, mas está distante de caracterizar um desmonte da estrutura produtiva. Principalmente quando se considera a intensidade do impacto inicialmente projetado sobre uma atividade que reúne polos fortemente dependentes das exportações e uma extensa cadeia de fornecedores. Quando as novas barreiras comerciais entraram em vigor, a Abimóvel chegou a apontar cerca de 10 mil empregos que poderiam ser afetados caso as dificuldades se prolongassem. Tratava-se de um alerta sobre a exposição da indústria, especialmente nos polos mais dependentes das exportações para os Estados Unidos. Até agora, esse risco não se materializou na dimensão inicialmente temida. O SINAL AMARELO APARECEU EM 2026 Isso não significa que a situação esteja resolvida. Um ano após o início das barreiras americanas, indústria moveleira mantém mais de 275 mil trabalhadores e registra perda líquida de apenas 925 postos, resultado muito distante do cenário inicial que chegou a colocar 10 mil empregos em risco INDÚSTRIA Por Guilherme Arruda, jornalista convidado

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