87 moveisdevalor.com.br Depois de um dezembro tradicionalmente ruim para o emprego industrial, as contratações voltaram a reagir no início de 2026. A trajetória, entretanto, perdeu força no segundo trimestre. Abril, maio e junho registraram saldos negativos consecutivos. Somados, foram eliminados 1.148 postos de trabalho. A sequência merece atenção porque indica uma deterioração recente justamente em um período no qual a indústria esperava ganhar tração. Mais do que o resultado isolado de um mês, é a continuidade dos saldos negativos que passa a exigir acompanhamento. Se a tendência persistir nos próximos meses, aquela acomodação relativamente pequena observada no período de 12 meses poderá assumir outra dimensão, sobretudo nas regiões mais expostas ao mercado americano. Também há diferenças importantes dentro da própria indústria. O segmento de móveis de madeira, justamente o de maior peso no emprego moveleiro, concentrou as perdas e encerrou os 12 meses com saldo negativo de 1.566 vagas. Os demais segmentos ajudaram a amortecer esse resultado. Móveis de metal, outros materiais e colchões terminaram o período com mais admissões do que desligamentos. UMA BASE DE EMPREGOS AINDA MAIOR Há outro número que ajuda a colocar o momento em perspectiva. Apesar das dificuldades recentes, a indústria moveleira chegou a junho de 2026 com aproximadamente 37,6 mil empregos a mais do que possuía antes da pandemia. Em seis anos e meio, sua base de trabalhadores cresceu 15,8%. Isso ajuda a explicar por que a perda de 925 vagas nos últimos 12 meses deve ser interpretada mais como uma acomodação do que como uma ruptura estrutural. O choque comercial interrompeu parte do crescimento, mas ainda não apagou os ganhos acumulados nos últimos anos.
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