10 moveisdevalor.com.br Empresa precisa reorganizar o caixa antes da virada fiscal O split payment será uma das principais mudanças trazidas pela reforma tributária sobre o consumo. Na prática, o sistema separa automaticamente o imposto no momento do pagamento: a parcela correspondente ao tributo segue para o Fisco e apenas o valor líquido da operação chega ao vendedor. Para o consumidor, praticamente nada muda. Ele continuará pagando o valor integral da compra. A transformação acontece nos bastidores e afeta diretamente a gestão financeira das empresas. Hoje, uma empresa recebe o valor total da venda e recolhe os tributos posteriormente, de acordo com os respectivos vencimentos. Esse intervalo permite que parte do dinheiro permaneça temporariamente no caixa. Com o split payment, essa parcela será segregada automaticamente. O sistema estará disponível no segundo semestre de 2027 para operações B2B, inicialmente de forma opcional, tornando-se obrigatório a partir de 2028. Não há previsão, neste momento, para sua aplicação às vendas do varejo ao consumidor final. Nas transações entre empresas, o imposto recolhido também dará origem ao crédito tributário do comprador. Assim que o tributo for pago, o valor poderá ser utilizado para compensar impostos devidos em outras operações. Bernard Appy, ex-secretário da Reforma Tributária, destaca que um dos objetivos é garantir A partir de 2027, o split payment começa a mudar a forma de recolhimento dos novos tributos sobre o consumo. Para as empresas, a principal preocupação está no caixa: parte do dinheiro da venda deixará de passar pelas mãos do vendedor e vai direto para o Fisco ECONOMIA Por Guilherme Arruda, jornalista convidado
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