11 moveisdevalor.com.br ao comprador que o imposto foi efetivamente recolhido e que o crédito correspondente estará disponível. “É um instrumento para que o adquirente não fique dependendo da adimplência do fornecedor”, explica. O modelo também reduz uma das fragilidades do sistema atual: a possibilidade de a empresa receber o imposto embutido no preço e não repassá-lo posteriormente aos cofres públicos. Estudo do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), em parceria com a McKinsey, estimou em 2021 perdas de arrecadação entre R$ 95 bilhões e R$ 125 bilhões no varejo, considerando evasão fiscal e tributos trabalhistas. SEM CAPITAL DE GIRO É justamente no caixa das empresas que está uma das maiores preocupações com o novo modelo. Atualmente, existe um intervalo entre o faturamento e o pagamento dos tributos que pode chegar a cerca de 50 dias. Durante esse período, o dinheiro permanece disponível e muitas empresas acabam utilizando esses recursos para financiar necessidades de curto prazo, como compra de matéria-prima, pagamento de fornecedores e até folha salarial. Com a retenção automática do imposto, esse recurso deixa de entrar no caixa. O impacto tende a ser maior para empresas que trabalham com margens reduzidas, ciclos longos de produção ou prazos extensos de recebimento. Negócios muito dependentes desse intervalo entre faturamento e recolhimento dos impostos precisarão rever suas necessidades de capital de giro. Isso não significa necessariamente que o split payment retirará definitivamente recursos das empresas. O novo sistema de créditos tributários foi desenhado justamente para acelerar as compensações. O problema é que muda o momento em que o dinheiro fica disponível – e gestão de caixa é, em grande medida, gestão de tempo. Por isso, a preparação não deve começar
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