15 moveisdevalor.com.br em 2021. Em 2025, havia recuado para aproximadamente US$ 1,15 trilhão – uma contração próxima de 46% em apenas quatro anos. O impacto chegou ao mobiliário. O consumo de móveis caiu 22% entre o pico registrado em 2018 e 2025. Mas é justamente aqui que a transformação começa a ficar mais interessante. Mesmo depois dessa retração, a China permanece como o maior mercado de móveis do mundo, com consumo de US$ 101 bilhões em 2025. O que está mudando é a origem dessa demanda. Reforma, substituição do mobiliário e melhoria dos produtos passam a ganhar importância em relação à demanda diretamente associada à construção de novas moradias. O estudo identifica uma mudança de um modelo predominantemente imobiliário para outro cada vez mais influenciado pelo estilo de vida, pelos ciclos de renovação das residências e pela procura por produtos de maior qualidade. Isso muda bastante o jogo. DE FABRICAR MUITO PARA ENTREGAR MAIS VALOR O mercado chinês começa a migrar da expansão baseada em volume para uma estrutura mais consolidada e orientada por valor. De acordo com The Furniture Market in China, os principais fabricantes domésticos ampliam o foco sobre marcas próprias e soluções para a casa inteira. Ao mesmo tempo, plataformas digitais de projeto, integração com a casa inteligente e sustentabilidade começam a redesenhar a competição entre as empresas. Não significa que a escala chinesa esteja desaparecendo. Muito pelo contrário. Significa que aquela extraordinária capacidade industrial começa a ser combinada com atributos que tradicionalmente permitiam às indústrias de outros países escapar de uma competição baseada exclusivamente em preço. PREÇO E CAPACIDADE PRODUTIVA DEIXAM DE SER AS ÚNICAS ARMAS Design, tecnologia, personalização, serviço e experiência começam a ganhar importância. E talvez esteja justamente aí uma das principais mensagens que essa transformação envia à indústria mundial. A casa inteira passar a ser o produto, outra mudança importante aparece na própria maneira de comercializar mobiliário. Segundo o levantamento, A China responde por 36% da produção mundial de móveis, 35% das exportações e 23% do consumo global fabricantes chineses começam a deixar de oferecer exclusivamente peças independentes para avançar em soluções integradas para toda a residência. É o crescimento do chamado whole-home customization – a personalização da casa como um conjunto. Em vez de escolher isoladamente um armário, uma mesa ou outro móvel, o consumidor passa a ser atendido por uma estratégia integrada para os ambientes. A proposta é transformar o mobiliário em parte de uma solução mais ampla para morar. O movimento acompanha a evolução do consumidor chinês, que atribui importância crescente à qualidade do design, funcionalidade e desempenho ambiental dos produtos. Existe ainda um componente geracional re-
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