16 moveisdevalor.com.br Para o varejo, significa que vender apenas uma peça pode ser cada vez menos suficiente. O VAREJO TAMBÉM ESTÁ MUDANDO A transformação chinesa não termina na fábrica. O estudo mostra que os tradicionais grandes centros nacionais de mobiliário continuam sendo importantes para a distribuição, mas começam a evoluir para ambientes de experiência. Paralelamente, cresce o chamado social commerce. Plataformas como Douyin, versão chinesa do TikTok, utilizam transmissões ao vivo baseadas em situações realistas como instrumento de vendas, principalmente junto aos consumidores mais jovens e ao mercado de massa. Na Xiaohongshu, também conhecida como Little Red Book, criadores de conteúdo passam a funcionar como uma espécie de agentes comerciais, combinando avaliações, inspiração estética e influência sobre a compra. É uma transformação particularmente interessante porque reduz a distância entre conteúdo, comunicação e venda. O consumidor pode descobrir um ambiente em uma rede social, buscar referências, acompanhar uma apresentação e depois visitar fisicamente uma loja. E aqui aparece uma constatação que merece atenção do varejo brasileiro: a digitalização não eliminou a importância da experiência física. O DIGITAL LEVA O CONSUMIDOR PARA A LOJA As marcas chinesas avançam para um modelo conhecido como Online-Merge- -Offline (OMO), que procura integrar a jornada digital à experiência presencial. Preços, promoções e estoques são coordenados entre os diferentes pontos de contato, permitindo que o tráfego criado digitalmente seja convertido também em visitas a showrooms e lojas. A razão é bastante simples. Segundo The Furniture Market in China, o consumidor aprecia a conveniência de pesquisar móveis digitalmente, mas continua querendo a experiência tátil do produto antes da compra. É uma constatação especialmente interessante levante. O estudo destaca os consumidores entre 25 e 35 anos como importantes impulsionadores da procura por ambientes tecnologicamente integrados. Plataformas digitais permitem visualizar e personalizar virtualmente toda a residência antes da decisão de compra. A personalização, portanto, deixa de significar apenas escolher acabamento, medida ou cor. Ela passa a envolver a própria concepção da residência. O MÓVEL INTELIGENTE DEIXA DE SER CURIOSIDADE A tecnologia também começa a ocupar outro espaço dentro da indústria. O levantamento aponta que o móvel inteligente já não pode ser tratado simplesmente como uma curiosidade de nicho. As aplicações começam a aparecer em diferentes situações – desde adaptações residenciais destinadas à população idosa até ambientes pensados para animais de estimação e quartos de alto desempenho para games. Mais importante do que cada aplicação isoladamente é a lógica por trás dessa transformação. A tecnologia passa a responder a necessidades concretas do morador. Com isso, aproximam-se segmentos que durante muito tempo funcionaram separadamente: mobiliário, automação, entretenimento e serviços digitais. Para o fabricante, significa ampliar sua participação dentro da residência. ECONOMIA
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