Móveis de Valor - Edição 260

48 moveisdevalor.com.br Um bom design também precisa permitir o conserto Um móvel pode atravessar décadas sem perder sua função, sua estética e, em alguns casos, até ganhar valor. Essa longevidade, porém, não depende apenas da qualidade dos materiais. A maneira como a peça foi projetada também determina o que acontecerá quando surgir um desgaste, uma quebra ou a necessidade de substituir um componente. É nesse ponto que a reparabilidade ganha relevância como princípio de design. A proposta é considerar manutenção, desmontagem e restauração desde as primeiras etapas de desenvolvimento. Em vez de pensar no conserto apenas quando aparece um problema, o produto já nasce preparado para receber intervenções. Estudo de Otávio Morato de Andrade, publicado em 2025 pela Faculdade de Direito do México (UNAM), define o Design for Repair (DfR) como o desenvolvimento de produtos concebidos para facilitar reparos e manutenção durante sua vida útil, relacionando a abordagem à durabilidade, à redução de resíduos e ao consumo sustentável. Entre os recursos estão componentes modulares, facilidade de desmontagem, peças substituíveis, ferramentas adequadas e manuais de reparo. No mobiliário, essa lógica pode aparecer em decisões relativamente simples: fixações acessíveis, ferragens padronizadas, componentes substituíveis e revestimentos removíveis são A chamada reparabilidade, capacidade de um produto ser consertado e continuar em uso, começa a ganhar espaço como princípio de design TENDÊNCIAS Por João Caetano Guimarães, jornalista

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