Móveis de Valor - Edição 260

52 moveisdevalor.com.br Home office eleva exigências de conforto e design resimercial O avanço do trabalho híbrido modificou a maneira como os ambientes profissionais e residenciais são ocupados e alterou os critérios de escolha do mobiliário. Se, no início da migração para o home office, a prioridade de muitos consumidores era encontrar uma solução rápida para montar o posto de trabalho em casa, a permanência desse modelo elevou a exigência por produtos que conciliem ergonomia, qualidade, funcionalidade e estética. Esse movimento também repercute no mercado corporativo. Segundo levantamento da Technavio, o mercado brasileiro de mobiliário de escritório deverá crescer US$ 1,47 bilhão entre 2025 e 2030, com taxa composta de crescimento anual de 6,3%. A adoção dos modelos híbridos aparece como um dos principais fatores desse avanço, Mudança nos modelos de trabalho transforma a demanda por mobiliário e aproxima cada vez mais as linguagens residencial e corporativa. O mobiliário precisa ocupar um espaço da casa sem reproduzir a aparência tradicional de um escritório corporativo TENDÊNCIAS estimulando a reformulação e a modernização dos escritórios. Para Claudinei Basso, gerente comercial da OR Design, a transformação ocorreu de forma gradual. "Inicialmente as empresas passaram quase a totalidade do seu efetivo administrativo comercial para home office, e aos poucos voltaram com modo presencial ou híbrido", explica. Na avaliação do executivo, a experiência adquirida durante esse período também mudou a percepção dos consumidores sobre o mobiliário utilizado para trabalhar em casa. "Mas com a tendência de que o trabalho em casa se tornaria uma constante, os consumidores/colaboradores passaram a exigir melhores produtos além de certificações de ergonomia, alinhado ao design", completa Basso. Por João Caetano Guimarães, jornalista

RkJQdWJsaXNoZXIy MzE5MzYz