53 moveisdevalor.com.br A ESTÉTICA GANHA ESPAÇO A evolução da demanda também aproxima o mobiliário de escritório do universo residencial. O chamado design resimercial, que combina referências corporativas e domésticas, ganha relevância especialmente nos produtos destinados ao home office. Para Basso, essa aproximação já influencia diretamente a decisão de compra. "De uma forma geral o design é o principal fator na decisão de compra, principalmente quando o produto é para o home office, mas hoje o design tem de estar alinhado ao conforto e ergonomia que o produto propicia". No home office, essa integração entre estética residencial e desempenho profissional se torna ainda mais evidente. O mobiliário precisa ocupar um espaço dentro da casa sem necessariamente reproduzir a aparência tradicional de um escritório corporativo. Nesse sentido, a resposta de Basso é direta sobre o desafio para os fabricantes. "Integração de design entre produtos residenciais sem perder as características corporativas". ERGONOMIA NÃO É DIFERENCIAL A experiência do trabalho remoto também contribuiu para ampliar a percepção sobre a importância da ergonomia. A escolha de uma cadeira ou de uma mesa deixou de ser apenas uma questão de aparência e passou a envolver conforto e adequação ao uso prolongado. A análise da Technavio aponta justamente a ergonomia e a flexibilidade entre as principais tendências do mobiliário de escritório no Brasil. A mudança está associada à consolidação do trabalho híbrido e à necessidade de criar ambientes capazes de responder a diferentes formas de ocupação. No ambiente corporativo, esse movimento aparece na adoção de cadeiras ergonômicas certificadas, mesas com altura ajustável, estações reconfiguráveis, divisórias móveis e cabines acústicas. A lógica é criar espaços que possam ser adaptados conforme a atividade realizada e, ao mesmo tempo, oferecer melhores condições de conforto aos usuários. A mesma lógica chega ao ambiente doméstico. O consumidor que inicialmente buscava uma solução básica passa a considerar o mobiliário como parte permanente de sua rotina de trabalho. Claudinei Basso, gerente comercial e Ricardo Heumann, diretor proprietário da OR Design O rigor na escolha de móveis ergonômicos coloca a funcionalidade e a saúde no centro das decisões VALOR PERCEBIDO É O DESAFIO Apesar da maior atenção à ergonomia e à qualidade, transformar esses atributos em valor percebido pelo consumidor continua sendo um desafio para a indústria. Basso resume a questão de forma objetiva. "Este é e sempre será o grande desafio, mas com o acesso à informação pelos clientes e a divulgação das qualidades e benefícios de cada produto pelos distribuidores o mercado tem conseguido entregar melhores produtos e agregar valores". O cenário indica uma mudança importante na relação entre consumidor e mobiliário. Informações sobre ergonomia, certificações, qualidade dos materiais, durabilidade e design passam a ter maior peso na decisão, especialmente quando o produto será utilizado diariamente.
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