Móveis de Valor - Edição 260

60 moveisdevalor.com.br Móvel infantil enfrenta economia fraca e baixa taxa de natalidade Menor taxa de nascimentos, juros elevados e maior cautela do consumidor desafiam o mercado de móveis infantis, mas também abrem espaço para produtos mais duráveis, flexíveis e alinhados às necessidades de cada fase da infância ESPECIAL Por Natalia Concentino, jornalista Mesmo com os dados sobre natalidade e economia não sendo os melhores no Brasil, as indústrias de móveis infantis têm a oportunidade de aproveitar alguns aspectos importantes, como a possibilidade de concentrar recursos em cada criança que nasce, especialmente em famílias menores. Olhar para diferentes fases da infância também é um caminho. Apesar dos desafios, o consumo de móveis infantis não está ruim este ano, com algum crescimento em relação ao ano passado. Segundo o cientista do consumo, Paulo Escrivano, a queda na natalidade influencia diretamente o tamanho do público que chega ao mercado de móveis infantis. “No Brasil, foram pouco menos de 2,4 milhões de nascimentos em 2024, uma redução de 5,8% em relação ao ano anterior, segundo o IBGE. Isso pressiona a demanda, especialmente para quem concentra o negócio em berços e quartos de bebê. Mas não significa que as vendas de móveis recuem na mesma proporção”, avalia. Catarina Carneiro, economista da CNC (Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo), diz que o segmento moveleiro, no geral, está vendendo mais do que vendeu em 2025, com crescimento de 0,1% no primeiro semestre do ano, segundo dados do IBGE. “Mas, isso está acontecendo de forma instável mês a mês e região por região, sem consolidar uma tendência firme. Sua alta vulnerabilidade aos juros ajuda a explicar a cautela de consumidores ao comprar esses produtos”, explica. O cenário exige atenção das empresas, já que os consumidores estão mais cautelosos com

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