Móveis de Valor - Edição 260

62 moveisdevalor.com.br ESPECIAL À medida que crescem e fazem suas atividades sozinhas, as crianças precisam de móveis que acompanhem esse desenvolvimento Nesse sentido, acompanhar as diferentes fases da infância pode ser uma oportunidade para o mercado. Em vez de concentrar a oferta apenas na montagem do quarto do bebê, as empresas podem desenvolver soluções que continuem fazendo sentido conforme a criança cresce. Para o consumidor, isso também pode representar uma relação de custo-benefício mais interessante, principalmente em um momento de maior cautela com os gastos. A flexibilidade também pode aparecer na própria concepção dos produtos. Uma cômoda que continue útil depois da retirada do trocador, uma mesa com altura ajustável ou um sistema de armazenamento que possa ser reorganizado são exemplos de soluções que ampliam o tempo de uso do móvel. “Existe uma oportunidade de acompanhar a família para além da montagem do quarto do bebê, com soluções adequadas ao crescimento da criança e ao orçamento da casa. Inclusive, quando isso significa oferecer uma adaptação para um móvel que ela já comprou”, afirma Escrivano. NOVOS MOMENTOS DE CONSUMO Outro comportamento que merece atenção está relacionado ao momento em que o quarto do bebê é efetivamente utilizado. Manter o bebê no quarto dos pais nos primeiros meses pode estar relacionado a diferentes fatores, como orientações de saúde, praticidade, condições de moradia e orçamento. Segundo Escrivano, a recomendação da Academia Americana de Pediatria é que o bebê durma no mesmo quarto dos pais, mas em uma superfície própria e separada, como um berço, idealmente durante, pelo menos, os primeiros seis meses. Isso significa que a montagem de um quarto completo para o bebê e a utilização desse espaço para dormir podem acontecer em momentos diferentes. “Uma família com o quarto do bebê completamente mobiliado também pode decidir mantê-lo próximo nos primeiros meses. Por isso, precisamos entender o contexto antes de interpretar essa escolha como falta de dinheiro. Saúde, praticidade, afeto e condições de moradia podem participar da mesma decisão”, reflete o cientista do consumo. Esse comportamento também ajuda a mostrar que os momentos de consumo podem ser mais distribuídos ao longo da infância. A criança que inicialmente precisa de um espaço para dormir passa, com o tempo, a precisar de lugares para brincar, guardar brinquedos, organizar roupas, ler e estudar. Assim, novas necessidades podem surgir sem que seja necessário refazer todo o quarto. A busca por soluções com maior durabilidade ganha importância diante de um consumidor mais cauteloso. Segundo a economista Cata-

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