Móveis de Valor - Edição 260

91 moveisdevalor.com.br proposta, baseada no trabalho artesanal e em uma história iniciada em 1946. Ao longo dessas décadas, produzimos para transatlânticos, embaixadas, o Parlamento britânico e Downing Street. É uma trajetória que ajuda a explicar a marca, mas a diferenciação não está apenas na história. Nossa engenharia, do zoneamento de sustentação ErgoZone à borda Ultra Edge, foi desenvolvida para interferir efetivamente no comportamento e no conforto da cama. Para o varejista brasileiro, isso significa colocar na loja uma proposta realmente diferente, com atributos que podem ser demonstrados ao consumidor e uma margem compatível com esse valor. MV: A estratégia será focada no varejo premium ou vocês também veem oportunidades relevantes na hotelaria e na especificação por arquitetos e designers de interiores? RT: Nos três, nessa ordem. O varejo especializado premium vem primeiro porque é nele que a marca será descoberta e onde o consumidor poderá experimentar o produto e perceber as diferenças. Construir essa presença com os parceiros e a apresentação corretos será nossa prioridade no lançamento. A hotelaria é a segunda frente e será tratada como um canal estratégico, não como complemento. A história da Millbrook está ligada à hotelaria de luxo desde os transatlânticos que equipamos nos anos 1940. Hoje, hotéis boutique e resorts competem também pela qualidade do sono oferecida ao hóspede. E uma cama de hotel pode ser um showroom extremamente persuasivo. Arquitetos e designers de interiores formam a terceira frente. Existe no Brasil uma comunidade de especificadores bastante atenta ao design e à qualidade dos produtos, e acreditamos que a Millbrook tem atributos para dialogar com esse público. A presença e o alcance da Plumatex tornam possível trabalhar esses três canais. MV: O projeto brasileiro é uma iniciativa isolada ou o acordo com a Plumatex pode servir de plataforma para levar a Millbrook a outros mercados latino-americanos? RT: O Brasil é a base, não a linha de chegada. A parceria foi estruturada para poder servir como plataforma para a América Latina. A Plumatex é uma das maiores fabricantes de colchões do continente e ter a Millbrook produzida e apoiada na região cria possibilidades que dificilmente teríamos apenas exportando a partir de Southampton. Nossa ambição é fazer da Millbrook uma referência em sono artesanal e materiais naturais na América Latina, assim como ocorre no Reino Unido. Isso não acontecerá de uma hora para outra. Primeiro queremos construir uma presença sólida no Brasil. Mas a intenção é regional desde o início. MV: Daqui a cinco anos, o que precisa ter acontecido para você considerar um sucesso a decisão de licenciar a Millbrook para o mercado brasileiro? RT: Três coisas. Primeiro, que o consumidor que comprar uma Millbrook produzida no Brasil tenha a mesma experiência de sono e o mesmo orgulho de possuir o produto que alguém que compra a marca em Londres. Se mantivermos esse padrão, o restante será consequência. Segundo, quero ver a Millbrook consolidada como referência premium no Brasil – presente entre os melhores varejistas, especificada pela hotelaria e recomendada pelos consumidores. Não a maior, a melhor. E, terceiro, espero que a parceria com a Plumatex tenha ultrapassado as fronteiras brasileiras e levado a Millbrook a outros mercados latino-americanos. Se, daqui a cinco anos, eu puder entrar em uma loja em São Paulo, em um hotel na Bahia e em um showroom em outro ponto do continente e encontrar uma Millbrook construída e apresentada como deve ser, então saberemos que tomamos a decisão certa. “O Brasil nos escolheu tanto quanto nós escolhemos o Brasil” Ross Thurston, diretor da Millbrook

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