90 moveisdevalor.com.br BED REPORT O Brasil tem medidas próprias, clima diferente e preferências específicas de conforto. Portanto, a coleção precisa ser pensada para quem dorme aqui. O que não muda são os princípios que identificam a marca e orientam a construção dos produtos. Há inclusive características dos materiais naturais que fazem bastante sentido em um clima quente, pela capacidade de respirar e ajudar na regulação da temperatura. E, para o consumidor que busca o produto original fabricado na Inglaterra, os modelos importados de Southampton também estarão disponíveis. MV: Na Europa, a Millbrook ocupa uma posição premium. Qual será o posicionamento no Brasil e há espaço para ampliar o mercado brasileiro de colchões de maior valor? RT: Premium, sem meias palavras. Não vamos diluir a marca em busca de volume, e a Plumatex também não precisa disso, porque esse mercado já é atendido por suas marcas próprias. A Millbrook ficará no topo da oferta. Estou otimista em relação ao potencial desse segmento. Em mercados maduros, observamos que, à medida que o consumidor conhece melhor o que existe dentro de um colchão e entende as diferenças entre os produtos, passa a considerar a compra de uma cama de qualidade superior em vez de substituir várias vezes produtos medianos. O Brasil reúne consumidores com poder de compra e repertório para fazer essa escolha, além de um varejo interessado em agregar valor e não apenas disputar preço. O segmento premium brasileiro não está saturado. Ele ainda está sendo desenvolvido – e essa é justamente a oportunidade. MV: O Brasil tem uma indústria de colchões grande e altamente competitiva. O que a Millbrook pretende oferecer que ainda não seja entregue pelas marcas líderes presentes no país? RT: Principalmente procedência e uma tradição construtiva diferente. As marcas brasileiras são muito boas no que fazem e possuem grande capacidade industrial. Nós chegamos com outra tipo de experiência não é transferido apenas por meio de documentos ou especificações. É preciso colocar essas pessoas ao lado de quem produzirá os colchões no Brasil. Será um processo contínuo, e não uma transferência pontual de tecnologia. MV: Os colchões produzidos no Brasil serão réplicas dos modelos britânicos ou haverá uma coleção desenvolvida especificamente para o consumidor brasileiro? RT: Teremos uma coleção desenvolvida para o Brasil, mas construída sobre o DNA da Millbrook. Simplesmente copiar a linha britânica, modelo por modelo, seria a solução mais fácil – e também a errada. Rodrigo de Melo e Ross Thurston: Expectativa é que a parceria com a Plumatex ultrapasse fronteiras brasileiras e leve a Millbrook a outros mercados latino-americanos
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