98 moveisdevalor.com.br Matérias-primas sustentáveis conquistam espaço no mobiliário A indústria moveleira vive um momento de ampliação das possibilidades quando se trata de matéria-prima. Resíduos agrícolas, fibras, plásticos reciclados, papel, borracha e até componentes de produtos que chegaram ao fim de sua vida útil começam a ser incorporados ao desenvolvimento de móveis e objetos. A discussão ganha relevância porque os materiais utilizados na fabricação representam uma parcela expressiva dos impactos ambientais do mobiliário. Segundo relatório técnico do Joint Research Centre (JRC), da Comissão Europeia, entre 80% e 90% desses impactos podem estar relacionados aos materiais e componentes. No Brasil, um estudo de Avaliação do Ciclo de Vida analisou um guarda-roupa produzido com painéis de MDP e identificou o fornecimento de matérias-primas e a distribuição como etapas de maior impacto. Ao comparar diferentes cenários para a produção dos painéis, os pesquisadores verificaram que a utilização de 100% de resíduos de madeira em substituição à madeira virgem apresentou a melhor redução global dos impactos potenciais. Os números ajudam a explicar por que a busca por alternativas tem avançado, mas também mostram que a sustentabilidade não depende exclusivamente da origem da matéria-prima. Eficiência produtiva, quantidade de material utilizada, durabilidade, possibilidade de reciclagem e aproveitamento dos resíduos ao longo do ciclo de vida também interferem no resultado ambiental. Resíduos agrícolas, plásticos reciclados, papel e outros materiais que antes seriam descartados começam a encontrar novas aplicações no design, mas é importante destacar que durabilidade e desempenho seguem como requisitos fundamentais ESG Por João Caetano Guimarães, jornalista
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