91 moveisdevalor.com.br mas. Segundo o Observatório do Colchão, os preços de aquisição de TDI e poliol, utilizados na fabricação das espumas de poliuretano, subiram, respectivamente, 15% e 22% entre janeiro e agosto nas empresas pesquisadas. A pressão sobre os insumos ganhou força a partir de setembro e continua no início de outubro. Segundo informações reunidas pelo Observatório, os novos aumentos são de 20% no poliol e de 10% no TDI. Esse movimento sucede as altas registradas entre janeiro e agosto e encarece novamente a fabricação das espumas de poliuretano. Ainda que o impacto no custo do colchão dependa do modelo e da quantidade de espuma utilizada, para as fábricas a sequência de aumentos reduz ainda mais a capacidade de absorver despesas. A indústria também precisa pagar salários, energia, transporte, tributos e os custos necessários para demonstrar que seus produtos atendem às exigências técnicas. Melhorias de produtividade ajudam a enfrentar essas despesas, mas não compensam indefinidamente o encarecimento da produção. Quando os custos deixam de caber no preço de venda, ficam comprometidos os recursos que mantêm a operação, os investimentos e os empregos. É por esse caminho que a alta dos insumos pode chegar ao consumidor. Uma revisão de preços pode ser necessária para sustentar a produção, mesmo em um mercado de concorrência intensa. Não há, porém, uma relação automática entre a variação dos custos e o preço do colchão. Cada fabricante toma suas decisões comerciais de forma independente, considerando sua própria estrutura, contratos, estoques e condições de mercado. IMPORTAÇÕES AVANÇAM NO MERCADO BRASILEIRO O avanço das importações ocorre paralelamente à redução no número de fabricantes China responde por 97% das unidades e 93% do valor importado registrados na plataforma do Inmetro. Em um ano, foram 23 unidades ativas a menos no Prodcert. São indicadores distintos e não demonstram, por si só, uma relação de causa e efeito. Ainda assim, reforçam a importância de acompanhar as condições de produção e de concorrência no mercado brasileiro. Importados regulares fazem parte dessa concorrência. O problema surge quando produtos são comercializados sem cumprir as exigências aplicáveis, sejam eles nacionais ou estrangeiros. Nessa situação, o fabricante que investe
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