Móveis de Valor - Edição 255

65 moveisdevalor.com.br A percepção é compartilhada por Guilherme Tibitiça, da Leifer. “O mercado torna-se progressivamente mais competitivo em design x custo x qualidade”, exigindo equilíbrio cada vez mais preciso entre atratividade e eficiência. Para Caio Duarte, gerente comercial da Patrimar, o consumidor atual elevou o nível de exigência. “A inovação deixou de ser diferencial e passou a ser essencial”, afirma, ressaltando que estética sozinha já não sustenta decisão de compra. ESPAÇOS COMPACTOS REDEFINEM O PRODUTO Ambientes menores, integração entre cômodos e uma rotina mais funcional estão mudando a lógica de desenvolvimento dos móveis. Na avaliação de Eduardo Nuncio, da Carraro, há “um consumidor mais atento ao uso do espaço, priorizando ambientes integrados, funcionais e com estética atual”, o que transforma a sala em um ambiente conectado ao restante da casa. “Isso impacta diretamente na forma como os produtos são pensados e apresentados no varejo”, explica. Alexandre Teixeira, gerente de P&D da DJ Móveis, reforça que a competitividade do setor está menos ligada à inovação disruptiva e mais à capacidade de gerar valor percebido. “Essa competitividade não está necessariamente ancorada ‘na inovação pela inovação’, mas na capacidade das empresas traduzirem essas evoluções em valor percebido pelo consumidor.” E complementa: “O diferencial está menos em criar algo totalmente inédito e mais em interpretar tendências, adaptar soluções e entregar produtos que façam sentido no dia a dia do cliente”. A leitura converge com a análise da Caemmun. Anderson Moreira Silvente afirma que o setor vive um estágio de maturidade. “Há, sim, muita competição, mas ela não está mais centrada apenas em preço ou novidade estética, e sim na capacidade de criar produtos que equilibrem bem-estar, funcionalidade e identidade.” E acrescenta: “A sala se consolida como um espaço de viver, e não apenas de mostrar, o que exige soluções mais inteligentes, sensíveis e conectadas com a rotina real das pessoas”. INDÚSTRIA AJUSTA PORTFÓLIO E OPERAÇÃO Diante desse novo cenário, a resposta da indústria passa por ajustes simultâneos em produto, tecnologia e estrutura. Cris Durante, da Artely, explica que a estratégia da empresa está na especialização. “Reforçar sua especialidade em complementos para sala, com proposta de entregar uma solução completa para o ambiente”, apoiada por investimentos contínuos em “tecnologia e maquinário”. Na Leifer, o foco está na escala e eficiência logística. “Estamos no processo contínuo de modernização do parque fabril e iniciamos a construção de um novo centro de distribuição, com mais 6 mil m² de estoque exclusivos para distribuição dos produtos”, afirma Guilherme Tibitiça. Já Eduardo Nuncio destaca a necessidade de adaptação dos produtos. “Multifuncionais, modulares e com montagem simplificada”, acompanhando a integração dos ambientes e a busca por praticidade. Ele também ressalta a ampliação de canais. “Continuamos Leonardo Anacleto Lopes, diretor da Cel Móveis Cláudio Pablos, gerente nacional da Bechara Guilherme Tibitiça, Gerente de Marketing e Desenvolvimento de Produtos, da Leifer Caio Duarte, gerente comercial da Patrimar

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