99 moveisdevalor.com.br orientar decisões de compra anos depois. Ela não sabe disso. Mas o comportamento já está acontecendo”, explica. Em outras palavras, o Alpha é o único consumidor da história cuja lealdade de marca está sendo disputada antes de ele ter dinheiro para gastar. Para o estrategista de consumo, a lealdade formada ainda na infância é estruturalmente mais difícil de ser substituída do que lealdade construída por campanha na vida adulta. PRIMEIROS PASSOS PARA ATENDER A GERAÇÃO ALPHA Escrivano lembra que é preciso que o varejista reconheça que já está sendo avaliado por essa geração, porque ela está na loja com os pais. “Eles já estão participando das compras e influenciando os itens que vão para o carrinho, além de já estarem formando opinião sobre a sua marca. Por isso, o primeiro passo não é tentar criar uma campanha específica para essa faixa etária”, alerta. A partir disso, Escrivano lista cinco movimentos que, segundo o especialista farão diferença: Mapear onde essa geração aparece na sua operação - Quem entra com filho? Quem compra influenciado por criança? Esse mapeamento simples já revela onde a experiência está falhando. Parar de tratar o ambiente físico como espaço neutro - A loja que não tem nada para a criança fazer enquanto os pais decidem está perdendo a venda. Não porque a criança vai embora, mas por qual motivo o pai vai junto. Revisar a comunicação visual com os olhos de quem cresceu no TikTok - Essa geração detecta o que parece ultrapassado com uma velocidade que surpreende. Não é necessário virar uma loja de streetwear. É necessário não parecer esquecido. Garantir que o digital e o físico falem a mesma língua - Se o produto parece de um jeito no Instagram e chega diferente na casa do cliente, a confiança quebra. Para o Alpha, essa coerência não é diferencial: é requisito mínimo. Treinar a equipe para incluir a criança na conversa de venda - O vendedor que ignora a criança está ignorando o influenciador mais relevante daAs crianças da geração Alpha já nasceram conectadas e estão em busca de experiências novas O VAREJO PODE FALAR COM TRÊS GERAÇÕES AO MESMO TEMPO? Não existe uma experiência única para Millennials, Geração Z e Alpha, o que funciona é uma arquitetura em camadas. O Millennial busca confiança e previsibilidade; a Geração Z, identidade e coerência; e a Alpha, descoberta e experiência sensorial. No Brasil, a coerência entre discurso e prática é decisiva diante da polarização de valores. Na prática, o varejo deve combinar informação clara, posicionamento transparente e experiências físicas envolventes para atender, ao mesmo tempo, quem paga, quem escolhe e quem influencia.
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