41 moveisdevalor.com.br A IKEA é particularmente interessante para o setor moveleiro porque mostra que essa discussão deixou de ser apenas tecnológica e passou a fazer parte da estratégia de uma das maiores referências mundiais no varejo de móveis. Há sinais de mudança no próprio comportamento das pessoas. Segundo dados apresentados pelo Google, as pesquisas iniciadas por “which” – equivalente, dependendo da pergunta, a “qual” ou “qual deles” – cresceram 40% mais rapidamente do que o conjunto das consultas realizadas no Modo IA durante os seis meses analisados. É um detalhe aparentemente pequeno, mas revelador. O consumidor não está apenas perguntando o que existe. Começa a perguntar qual escolher. No Brasil, uma pesquisa Google/Ipsos indica que 57% dos consumidores já utilizaram inteligência artificial em alguma etapa da jornada de compra, enquanto 71% dos usuários afirmam que a tecnologia tornou esse processo mais fácil. A IA, portanto, começa a ocupar um espaço entre a necessidade do consumidor e as alternativas disponíveis no mercado. ESTAR NA INTERNET PODE NÃO SER SUFICIENTE É aqui que a discussão se aproxima da realidade da indústria moveleira. Imagine dois fabricantes. O primeiro apresenta em seu site boas fotografias e informa que seus produtos reúnem “design, inovação, qualidade e sustentabilidade”. O segundo explica os materiais utilizados, a procedência da madeira, as características construtivas, os acabamentos, as dimensões, as aplicações, as certificações e os diferenciais de cada produto. As duas empresas estão na internet. Mas não oferecem a mesma quantidade de informação para alguém – ou alguma máquina – tentando compreender o que efetivamente fazem. Se a pergunta for “quais fabricantes brasileiros produzem móveis utilizando madeira proveniente de fontes renováveis?”, simplesmente utilizar a palavra “sustentabilidade” pode não ser tão relevante quanto disponibilizar informações que demonstrem onde essa sustentabilidade está. É uma mudança importante. Presença digital não significa necessariamente presença informacional. Mais de uma em cada seis consultas no Modo IA já é inteiramente não textual
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