Móveis de Valor - Edição 260

43 moveisdevalor.com.br gonomia e aplicações. Conhece problemas que precisou resolver para desenvolver determinado produto. Possui, muitas vezes, décadas de conhecimento acumulado. Mas boa parte desse patrimônio intelectual nunca saiu da fábrica. Na internet aparece o móvel pronto, uma fotografia, algumas medidas e uma pequena descrição comercial. Com a inteligência artificial ganhando espaço na busca, existe uma razão adicional para transformar parte desse conhecimento em informação acessível. Não significa revelar segredos industriais. Significa explicar melhor aquilo que a empresa já sabe e faz. NÃO É HORA DE ESCREVER PARA ROBÔS A mudança já criou uma nova sopa de letrinhas no marketing digital. Além do conhecido SEO, aparecem conceitos como GEO (Generative Engine Optimization) e AEO (Answer Engine Optimization), relacionados à tentativa de aumentar a presença de marcas e conteúdos nas respostas produzidas por sistemas de inteligência artificial. Convém cautela. As ferramentas evoluem rapidamente, funcionam de maneiras diferentes e seria precipitado acreditar que existe uma receita capaz de garantir que determinada empresa apareça nas respostas de uma IA. O próprio Google continua recomendando princípios bastante conhecidos: conteúdo útil, original, confiável e produzido prioritariamente para pessoas. Talvez esteja justamente aí uma das principais conclusões para fabricantes e varejistas. Não é preciso começar a escrever para máquinas. É preciso parar de escrever conteúdo vazio para pessoas. Quanto mais específica, original e bem fundamentada for a informação disponível sobre uma empresa e seus produtos, maior será sua utilidade – para consumidores, profissionais do mercado, mecanismos de busca e também para sistemas de inteligência artificial. A BUSCA PODE COMEÇAR POR UMA IMAGEM Há ainda uma transformação especialmente relevante para o setor moveleiro. A busca deixa de depender exclusivamente de texto. O consumidor pode fotografar uma cadeira em um restaurante, um sofá em um hotel ou uma mesa na casa de alguém e utilizar aquela imagem como ponto de partida para descobrir produtos semelhantes, estilos, fabricantes ou lojas. Segundo o Google, mais de uma em cada seis consultas no Modo IA já é inteiramente não textual, enquanto as pesquisas por imagem nesse ambiente vêm crescendo mais de 40% ao mês. O Google Lens processa mais de 25 bilhões de buscas visuais por mês e uma em cada cinco tem intenção comercial. Para uma indústria essencialmente visual como a de móveis e decoração, isso abre outra frente. Uma boa fotografia deixa de servir apenas para inspirar. Ela também

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