Móveis de Valor - Edição 261

13 moveisdevalor.com.br de R$ 536,60. Para esse ano, a projeção é crescer 10,6% para R$ 259,8 bilhões, com ticket médio de R$ 562,15 e 460,8 milhões de pedidos, impulsionado por um fluxo de 97 milhões de compradores. Os dados e projeções são da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM). Grandes plataformas vêm adotando a prática de promoções em datas duplas. O Mercado Livre afirma que o 7.7 deste ano foi o melhor dia de vendas de sua história no Brasil em volume de transações, itens comercializados e compradores únicos. A Shein afirma ter atraído mais de 310 mil consumidores em uma live de nove horas no seu 9/9. O calendário da Shopee inclui Dia das Mães, Dia dos Namorados, Festa Junina, Black Friday e Natal. A proposta é criar diferentes momentos de compra. “O digital não matou a loja. Expôs mais rapidamente as fragilidades das cadeias com problemas”, observa Ana Paula Tozzi, especialista em varejo e CEO da AGR Consultores. “A digitalização do consumo é um caminho sem volta”, atesta Fernando Mansano, presidente da ABIACOMM. “Em 2026, o e-commerce segue avançando, atraído por novas tecnologias. A inteligência artificial ganha protagonismo e torna as jornadas de compra mais personalizadas. Esse crescimento consistente fortalece o varejo e amplia oportunidades para pequenos e grandes negócios”, acrescenta. O FOCO NO SETOR DE MÓVEIS E CASA As categorias de produtos mais procuradas são eletrodomésticos, telefonia, moda e acessórios, casa e decoração e informática. Móveis estão na categoria de casa e decoração, que representa 11,7% das vendas do e-commerce. “O uso de fotos e vídeos, de avaliações de consumidores, de informações mais detalhadas sobre medidas e materiais, além de ferramentas de realidade aumentada e IA ajudam a reduzir barreiras que tradicionalmente existiam para a compra de móveis pela internet”, aponta Mansano. Para o dirigente, as aproximações entre redes de varejo e grandes marketplaces faz sentido, pois cada empresa possui ativos diferentes e complementares. Para o varejo, plataforma de grande audiência significa acessar novos consumidores; para Fernando Mansano, presidente da ABIACOMM o marketplace, significa incorporar o sortimento de um grande varejista que fortalece a oferta de produtos e categorias. “No caso de móveis há um componente de logística: são produtos que exigem uma operação diferenciada em função de peso, dimensão e características de entrega”, explica o presidente da ABIACOMM. Lembrando que a parceria Magalu–Mercado Livre combina demanda digital do marketplace com a expertise da Magalog e a possibilidade de usar lojas físicas para retirada e devolução de produtos. RISCOS POTENCIAIS Outro aspecto é que o marketplace ajuda a transformar estoque regional em oferta nacional. A integração de catálogo, estoque e transporte possibilita vender itens de lojas para consumidores de outras regiões, testar novos produtos e até usar lojas como mini-hubs ou pontos de retirada. Mas o que é para ser relação ganha-ganha, pode esconder riscos, como pressão por descontos, custos e comissões de publicidade crescentes, conflito

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