Móveis de Valor - Edição 261

96 moveisdevalor.com.br Em dez anos no mercado de móveis planejados, vi muita loja boa fechar o mês com a sensação de que vendeu bem e, mesmo assim, o dinheiro não apareceu. Quase sempre o problema não estava na venda. Estava no caminho entre o contrato assinado e a última peça montada na casa do cliente. No Norte e no Nordeste esse caminho costuma ser mais longo. A fábrica fica longe, o frete pesa, o prazo de entrega é maior e qualquer erro de medição custa caro, porque refazer uma peça pode significar semanas de espera. É nesse intervalo que a margem some e o prazo estoura. 1. Negociação: saiba quanto vale o dinheiro no tempo Desconto à vista, parcelamento longo, entrada pequena: cada condição muda o que a loja realmente recebe. Vender em 12 vezes sem calcular o valor presente (o VPL) da venda é dar um desconto escondido. A loja precisa saber, no momento da negociação, qual é a margem real daquela proposta, já considerando prazo, taxas do cartão e comissão. 2. Medição e projeto executivo: o erro mais caro é o que ninguém viu A diferença entre o projeto vendido e o projeto executivo é onde nascem as peças refeitas. Conferir a medição antes do pedido de fábrica, registrar quem aprovou cada alteração e travar o pedido só depois da revisão evita o retrabalho que come a margem. 3. Prazo da medição à montagem: acompanhe cada etapa, não só a data final Prometer 60 dias é fácil. Saber, no dia 30, se o pedido já foi faturado pela fábrica, se o frete saiu e se a equipe de montagem está agendada ARTIGO Por Marcos Costa Margem e prazo não se perdem na venda: se perdem entre a venda e a montagem

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